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Fernão Capelo Gaivota

Acordo Coletivo: Cidadania

Richard Bach

Ao verdadeiro Fernão Capelo Gaivota que vive em todos nós.

Primeira Parte

Era de manhã e o novo Sol cintilava nas rugas de um mar calmo.

A dois quilômetros da costa, um barco de pesca acariciava a água. Subitamente,os
gritos do Bando da Alimentação relampejaram no ar e despertaram um bando de mil
gaivotas,queselançouprecipitadamentenalutapelospedacinhosdecomida.Amanhecia
um novo dia de trabalho.

Mas lá ao fundo, sozinho, longe do barco e da costa, Fernão Capelo Gaivota treinava. A trinta metros da superfície azul brilhante,baixou os seus pés com membranas,
levantou o bico e tentou a todo custo manter suas asas numa dolorosa curva. A curva fazia
com que voasse devagar,eentãosuavelocidadediminuiuatéqueoventonãofossemais
que um ligeiro sopro, eooceano com que tivesse parado, abaixo dele. Cerrou os olhos
para seconcentrarmelhor,susteve a respiraçãoeforçou…só…mais…um…centímetro…
de… curva… Mas as penas levantaram-seemturbilhão, atrapalhou-se e caiu.

Como se sabe,asgaivotasnuncaseatrapalham,nuncacaem.Atrapalhar-senoaré
para elas desgraça e desonra.

Mas Fernão Capelo Gaivota — sem…

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